21 de setembro de 2009

Sempre tem um cais a me esperar…

perfeiito

É final de inverno, há um fio de luz no céu que imita a lua, e a maré está baixa trazendo em suas águas o cheiro de primavera. É a beleza dos trópicos que despenca por essas águas que vai seguindo um caminho que eu nunca sei onde vai parar… No meu player toca Colbie Caillat e entre uma pausa e outra sigo viajando com Jack Johson

Eu ainda continuo por aqui sumindo, aparecendo… Continuo ouvindo músicas e viajando em alto mar faça chuva ou faça sol. Meu coração estará sempre Entre Marés, é aqui que ancoro minha embarcação quando sinto saudades de casa. Esse é o meu lugar… um porto seguro que sempre me abraça, mesmo quando as tempestades parecem não passar. Sempre estarei por essas águas onde tem meu coração exposto.

Sou menina de asas que precisava voar e descobrir outros mundos, e tudo isso é porque eu mudo com o vento. Eu sou assim, cheia de vontades e apaixonada por mudanças… Sou calmaria e trago em mim ondas agitadas. Sou silêncio e barulho, conto e poesia. Meu corpo e mente suplicam por mudanças diariamente, mas quando a saudade bate forte no peito, eu sempre volto para casa…

Eu não abandonei o porto, eu apenas peguei meu barquinho e descobri outros mundos, mas eu sempre volto ao cais… sempre estarei presente onde está meu coração. Sou menina de asas, mas que tenho o coração batendo num porto seguro… Os meus Pequenos Fragmentos estarão sempre abertos e eu sempre voltarei ao cais.

10 de setembro de 2009

No vazio das minhas palavras…

Are_by_Chiiron

“…assim sem olhar para trás,
como um navio, que vai ao longe e já nem se lembra do cais…”

4 de setembro de 2009

Arte pela arte que escorre em poesia!

Read_Me_by_Greenvox

São poesias as palavras jogadas ao vento
versos sem rimas, sem acento.
Rimas e versos de amor
ou apenas paradoxos de horror!
Porém, são poesias!

Rimas pobres, rimas ricas
Tudo são palavras formadas!
Rimadas em poesias,
jogadas em maestria,
em suas repetitivas linhas…

Palavras escritas ao vento
ou narradas em movimento.

Disformes, formadas, cantadas
O que são poesias?
Versos rimados,
contos falados
estrofes repetidas?
Onde foi parar a resposta concreta
para as estrofes do poeta?

O silêncio responde
o que a rima esconde!

Palavras ditas, escritas
elas levam à alma
sentimentalidades cantadas!

1 de setembro de 2009

Bem-vindo, Setembro!!

Wake_me_up_when_september_ends_by_korny_pnk

Já é setembro, mas ainda existem gotinhas de inverno que caem pela janela. E é por ela que entra a felicidade e a brisa mais suave e aromática que eu me permito sentir. Há flores espalhadas por todos os lugares, onde até o sorriso vem enfeitado com uma dessas flores do campo que nasceram para ficar no campo enfeitando momentos como esse, de eterna luz. Redundâncias, as eternas redundâncias, mas que precisam ser escritas, ditas, cantadas… É uma magia diferente que renasce a cada início de setembro. Flores, pássaros, borboletas… a natureza se prepara e veste de uma maneira diferente. Os sapatos e os casacos já começam a serem despidos dos corpos que estavam cobertos. É o período de hibernação que chega ao seu fim! Deitada entre folhas que secaram com o sal das minhas lágrimas, fiquei esperando Setembro chegar. Agora, entre a secura da terra, nascem flores de variados tons e formas, renasce a esperança dos dias vindouros e a eterna paixão que renasce o sorriso, os sonhos se renovam e as ações começam a serem praticadas.

Bem-vindo Setembro!!!

28 de agosto de 2009

Um pontinho e pronto!

572034

Estou cansada, mas não são apenas os meus músculos que doem nessa madruga fria e mórbida. Cansei da hipocrisia de outrora que ronda por todos os lados transformando-se em contos e desenhos inanimados.

Os rostos vivem cobertos por máscaras que amedrontam. O tal baile de carnaval continua durante todo o tempo, sem data certa para terminar. Mas onde existe um fim, há lágrimas que escorrem pelos olhos tristes que vivem pintados de preto ou brancos para esconder a falsa moralidade…

As tais razões humanas não passam de estáticas sem soluções que decorrem de problemas incontroláveis.

As pessoas caminham de um lado para o outro sem saber ao certo o destino onde querem chegar. Passam por cima de sonhos e desejos que estão espalhados pelas estradas desertas. Estradas vazias de calor humano.

O cansaço físico e mental que abateu em minhas ilusões decorre dessa falta de amor e atenção. É uma carência afetiva que parece ser eterna.

A impressão é que a festa não terminará. Os olhos cansados não enxergam o bonito, pois as tais máscaras escondem a beleza do ser. O som que toca essa noite soa forte e egoísta. Há aqueles que esqueceram das músicas que soaram na infância e as tais trilhas sonoras que se misturam aos sorrisos sinceros.

Ajoelho-me onde for… quero apenas ver o sorriso que tece no céu todas as manhãs e usar a imaginação para descobrir de onde surge tanta beleza! Quero a alegria da grama molhada, do mar cantando em noites de lua e maré cheia.

Cansei das máscaras que escondem a verdadeira face humana…

*Ouvindo Pink – Dear Mr. President
Ouça essa canção
aqui!

24 de agosto de 2009

Barquinhos de Papel

_boat__by_MichalGiedrojc

O mar nunca estivera tão perto de todos os seus sentimentos. A maré cheia, daquela noite tempestuosa encantava um velho pescador. Alguém que estava sempre em contato com as belezas naturais e com os encantos do mar.

Ele não estava sobre as águas, estava apenas à beira do cais contemplando o céu e o mar se envolverem no horizonte escuro. O vento acariciava a sua face e levava seus pensamentos para outros mundos, para longe dali e para longe de si.

A chuva fina coloria a tempestade e pintava todos os elementos da natureza com cores belas que pareciam desenhos em giz de cera. Formas em alto relevo que transformava pingos de chuva em cristais e mar em espelho que refletia o céu em suas ondas. As árvores que estavam por ali dançavam com vento e o seu balanço pareciam melodias cantadas por crianças com os seus doces sorrisos.

Pescador não cansava de contemplar a tempestade. O mar parecia tão perto e era como flutuar pelas ondas sentindo o céu mais perto. Era a liberdade de pensamentos e a vontade de voar sentindo apenas o toque da chuva e do vento.

Ele sentia-se ligeiramente atraído pelas noites tempestuosas, pois a sua imaginação viajava por lugares esquecidos e navegava por águas onde os barcos eram de papel e os sonhos eram feitos de flocos de nuvens… Pescador estava envolvido em seus pensamentos infantis e nas histórias que ele mesmo inventava e que o tempo jamais apagara.

As tempestades que aconteciam fora do seu mundo eram as mesmas que acalmavam a saudade que invadia seu coração. Barquinhos de papel jogados ao mar em noites de chuva seguiam sua rota e chegavam intactos ao seu destino. Pescador acreditava no poder de seus sonhos, mesmo quando eles enfrentavam tempestades.

 

 

*Algumas histórias se confudem na ausência das palavras. Histórias escritas em imagens e em barquinhos de papel que ficam perdidos na imensidão do tempestuoso mar… Maré cheia!!

20 de agosto de 2009

Palavras Silenciosas

Writer__s_Block_II_by_nerdynotdirty 

Não aprendi a usar as palavras, elas escapam de mim quando mais preciso tê-las comigo. Fico envolta de verbetes embaralhados e sem nenhum sentido que atropelam pensamentos. Palavras desconexas silenciam-se em provérbios chineses e completamente clichês. Traduções aleatórias que sempre ficam por dizer. Então, refugio-me nas madrugadas solitárias que ouve, entende e amanhece todos os meus silêncios. Tenho frases silenciadas em minha boca, são palavras que me rasgam por dentro e ficam por dizer. Tenho na garganta vozes de arestas vincadas que me ferem e me fazem sangrar. Tenho em minha fala discursos contaminados contendo os receios e as incertezas que se condensam numa despedida anunciada. Carrego em minha solidão as palavras desavindas e os rostos escondidos num emaranhado de nós cegos e de cadeados. Estou presa aos sons surdos das palavras que não consigo proferir. Estou em silêncio e dentro de um barulho ensurdecedor que me oprime e veta em dizer as palavras amarradas em minha voz. Estou presa ao espectro do meu olhar sobre as coisas que ainda não abandonei. Tenho as palavras agarradas a ti que pontuaste a minha vida com presenças e partilha. Todos os meus registros estão comprimidos num silêncio de pedras erigido. Conseguirás desatar os nós antes que eu me despeça? Está tão próximo o meu adeus...

18 de agosto de 2009

Roda Mundo Solitário

London_Eye_by_sergioviana 

Despi-me de toda aquela alegria infame e cheia de hipocrisia. Rasguei aquele sentimento tão puro e tão falso. Deixei que brotasse dos meus olhos aquela enxurrada de lágrimas que prometi serem as últimas. Foram tantos sentimentos misturados que me vi numa roda-gigante em movimento. Lá do alto observava momentos que estavam tão pertos de mim, mas quando chegava lá no chão eles se tornavam longínquos, era como estar numa roda-viva.

Os piões giram num quadrado circunflexo e o mundo dá voltas numa linha paralela distante de toda essa realidade. Mundo solitário feito de um redemoinho que devasta todas as minhas alegrias. São tempestades cravadas num peito que sangra longe e ninguém sente. As minhas solidões só eu entendo, o meu mundo é uma roda-viva indecifrável.

E essa roda-gigante sem parque de diversões, solitária em mundos distantes, sobe e desce sonhos inadiáveis que pedem tempo oval para serem realizados. Cheios de náuseas, eles são vomitados de baixo para cima e tentam entender os giros que são retangulares... "Rodamoinho, roda-gigante... o tempo rodou num instante nas voltas do meu coração..."

Faço círculos para tentar entender o porquê dessas confusões que transformam as minhas solidões tão imperceptíveis. São círculos distantes, sem luzes, sem brilho que me deixam completamente tonta e sem forças para carregar a saudade e a distância existentes entre mundos que giram e nunca se encontram.

 

Texto postado na Casa do Escritor em 11/12/2008, e que mereceu ser re-postado aqui!

16 de agosto de 2009

“Those sweet words”

MUSIC_WAS_MY_FIRST_LOVE_by_xemotearzx

 “What did you say?
I know I saw you singin'
But my ears won't stop ringin'
Long enough to hear those sweet words
What did you say?”


(Norah Jones) 

Não importa se eu estou em lá menor ou em sol maior. O que eu sei, é que a música sempre esteve presente em mim. Acordes que fazem manhãs de sol, e vozes que cantam com a chuva. Cada pontinho da natureza está entoando sons diferentes que combinam entre si, ou na maioria das vezes nem são tons combinados… são completamente disformes, mas que parecem únicos e inteiramamente ligados entre si!

Não sei se saberei explicar a dimensão de cada acorde, mas o que eu sei é que eles vêm até mim como uma brisa suave e preenche todos os espaços vazios… Doces palavras que cantam para mim, independente da hora tocada. É simplesmente música! Momentos que se alternam em tons de piano, violão… e delicados violinos que nos fazem levitar e viajar por todos os lugares possíveis.

Palavras doces falaram comigo essa semana. É o mistério musical enquadrado na pauta ou pentagrama. Escrevemos notas, cantamos e ouvimos as mesmas canções todos os dias, no entanto, elas não chegam diretamente até nós… esses acordes só chegam no momento certo. E “those sweet words” chegaram até mim…

Viajei de olhos fechados, flutuei e sentir cada nota em mim… É difícil de explicar, apenas sintam a magia dessa música!!

“End of the day, the hour hand has spun
But before the night is done
I just have to hear those sweet words
Spoken like a melody.”

(Norah Jones)

14 de agosto de 2009

(In)versões

Breathe_by_P0RG

*Certo ou errado, o mundo é visto de uma maneira onde tudo é diferente. Um vôo de olhos fechados, somente com os braços e a mente abertos, onde olhares alcançam a linha do horizonte e o mundo dos sonhos sem sair do lugar.



 

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